Wednesday, August 25, 2004
Aproveitando os últimos instantes
Já que ainda hoje eu vou embora de Sydney, vou aproveitar essas poucas horas antes de viajar de novo (agora pela Qantas) para fazer o passeio de turista: pegar o ônibus e circular pelos pontos turísticos da cidade.
Um passeio de 90 minutos. Depois, um vôo de quatro horas e meia rumo ao meio do nada, no noroeste do país...
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Vida noturna? Onde???
O estranho aqui de Sydney é ver que tudo acaba cedo. Voltando do passeio da Harbour Bridge notei que as ruas estavam vazias - principalmente de pedestres. Apesar de eu estar hospedado em uma região de hotéis, o movimento era praticamente nulo de pedestres, e os carros também não eram muitos. A região de pubs e restaurantes da Harbour Bridge tem um bom movimento, mas uma das lojas onde comi fechou às nove da noite. Estranho...
Em compensação às 6 da manhã tudo volta ao normal. Carros aos montes na rua, e os pedestres também voltam a circular.
Tuesday, August 24, 2004
Como bagunçar sua noção de tempo...
Engraçado como a mudança de vários fusos horários em pouco tempo é capaz de deixar qualquer um louco...
Primeiro, sai de São Paulo e fui pra Washington e Miami, que tem o fuso hor?rio de menos uma hora em relação à São Paulo. Um vôo que demorou 15 horas (sai de São Paulo às 22 horas e chega em Miami às 13 horas).
Depois fui pra Las Vegas, via Denver. Um vôo de sete horas - você sai de Miami às nove da manhã, chega em Las Vegas à uma da tarde (ai você acrescenta o fuso horário, menos três horas em relação à costa Leste e menos quatro de São Paulo).
Acostumado com o novo fuso? Perfeito! Hora de mudar de novo! Agora indo rumo à distante Sydney! Afinal, alegria de pobre dura pouco!
Saí de Las Vegas às 20 horas, cheguei em São Francisco às 21:30, conexão saindo às 22:45 e chegando em Sydney dois dias depois às 6 da manhã. São pouco mais de 16 horas de vôo. E um fuso horário de... xiiiiii... quanto mesmo? são 13 horas a mais de São Paulo, 17 horas de Las Vegas. ACHO. Porque a esta altura do campeonato, eu não sei mais nem se hoje é hoje ou se ainda é ontem pra mim... Se o café da manhã que estou tomando é na realidade meu jantar!
E justamente essa loucura de fuso horário foi motivo de brincadeira no passeio que eu fiz, na escalada da Harbour Bridge. Brinquei com a Rose (a guia que acompanha o grupo) que eu não sabia se deveria convidá-la para o jantar dela ou para o meu café da manhã! Para os que temem minhas patadas, aviso que eu sei ser sutil (de vez em quando)! Não iria convidá-la para a minha sobremesa! Não pelo menos naquele instante! ;-)
Subindo na vida

Dizem que pobre só voa quando a caldeira explode. E pobre só sobe na vida quando escala uma ponte! :-)
Há quatro anos, o jornal "Valor Econômico" - assim como vários outros jornais - mandaram repórteres para a Austrália para cobrir os eventos pré-olimpíadas, e para fazer matérias sobre as atrações turísticas.
Numa dessas matérias a repórter Sandra Boccia subiu a Harbour Bridge, uma das pontes mais famosas de Sydney (aquela onde há a queima de fogos na virada do ano).
Eu guardei aquela página pensando "eu um dia ainda irei para Sydney, e farei este passeio". Dito e feito! Hoje foi meu grande dia! Eu "escalei" a ponte!
A vista é deslumbrante. O passeio é "radical", embora não tenha nenhuma "emoção". A parte mais 'emocionante' na realidade são as escadas de acesso à estrutura. São três ou quatro lances de escada quase a 80 graus de inclinação. O resto é um passeio tranquilo e muito seguro, já que você está constantemente preso a estrutura pelo cinto de segurança.
Fiz o último passeio do dia, que saia às 16:45. Com isso, acabamos ganhando de presente o pôr-do-sol deslumbrante, visto do pé da ponte. A subida foi feita com claridade; já a descida foi no escuro da noite, com as luzes da cidade iluminando nossa descida.

O guia principal - se minha memória fraca não me trai chama-se Dean - é um contador de histórias. Muito simpático, por educação ou curiosidade perguntava sobre cada um do nosso pequeno grupo (fomos apenas em 3 pessoas, mais a guia auxiliar).
A guia auxiliar é muito simpática. Deu aulas de inglês na Polônia por seis meses, e depois viajou pela Europa por um ano. Por isso tinha também várias passagens para contar durante o passeio, que dura quase quatro horas e meia - entre você chegar na bilheteria, receber as instruções básicas e depois fazer a devolução do material do passeio.
Se alguém vier para Sydney um dia, reserve uma (boa) parte do seu tempo e do seu dinheiro para esse passeio. Será um tempo e dinheiro muito bem gastos!
Serviço:
The Harbour Bridge Climb
5 Cumberland Street
http://www.bridgeclimb.com/
Preço:
AU$ 155 por pessoa

Labels: australia, sydney, turismo, viagem
VoIP
Uma coisa que funcionou muito bem aqui foi o meu telefone local. Eu peguei uma linha local que � redirecionada via VoIP para o meu servidor em S�o Paulo. A qualidade de �udio e o tempo de resposta foram excepcionais. Eu ligava para casa como se estivesse conversando pessoalmente. Sem qualquer atraso na conversa.
Inclusive a qualidade foi superior ao mesmo sistema que eu tenho nos EUA. L� eu tenho um n�mero "0-800", aqui na Austr�lia eu pago a chamada local. Custa, do telefone p�blico, AU$ 0,40 por chamada - sem limite de tempo.
J� a Nextel...
A decep��o em telefonia foi a Nextel. O equipamento simplesmente n�o funcionou. N�o houve jeito de conseguir fazer o meu aparelho conversar com a rede da Optus aqui na Austr�lia. O atendimento ao cliente do roaming internacional, apesar de simp�tico, foi 100% incompetente para resolver o meu problema. Sem contar que o meu telefone n�o tinha a fun��o que o atendimento pediu para configurar.
Enquanto a Nextel esmaga o tomate, sigo de VoIP - que vai muito bem, obrigado. Por uma liga��o local falo com S�o Paulo. Por uma liga��o local mais alguns centavos em real falo com o Brasil inteiro. Ainda vou ganhar dinheiro com isso... ;-)
D�lares Australianos ou Reais?
Uma surpresa ao chegar aqui � ver o dinheiro local - o d�lar australiano. Logo lembrei da nossa nota de R$ 20 e de uma mat�ria no jornal a respeito dela.
A nota de R$ 20 foi desenvolvida pela mesma empresa que fornece o dinheiro para a Austr�lia. A s�rie de notas de R$ 20 foi feita para mostrar as qualidades e durabilidade do dinheiro de pl�stico, utilizado h� anos aqui na Austr�lia.
No Brasil, claro, n�o foi al�m daquela s�rie promocional. Talvez porque as "otoridades moniot�rias" n�o receberam a sua parte em d�lares para fechar o neg�cio. Sim, aviso: os d�lares que eles querem � o verdinho, n�o o colorido daqui.
Imigração Australiana
A imigração Australiana foi bem tranquila. O que me surpreendeu foi a quantidade (e a qualidade) das mulheres que fazem o atendimento no aeroporto. Já os homens... bom, a fama da Austrália é que dos homens, a metade é viado, a outra metade é gay. O que sobrou não gosta de mulher. Por isso o pessoal da alfândega (que era homem) foi extremamente grosseiro, quase me parando na porrada. Eu havia sido liberado pela mulher da alfândega para passar pelo raio-x, e logo em seguida haviam dois homens da alfândega que literalmente pularam na minha frente para olhar (de novo) o papel da alfândega. Viram que estavam errados e me deixaram seguir. No final das contas, liberado sem qualquer inspeção além do raio-x.
No aeroporto mais jovens bonitas em praticamente todos os lugares - do balcão de informação ao balcão da agência de câmbio.
Aliás, outra dica: faça o câmbio no aeroporto, porque quase ninguém aceita dólares americanos aqui. Claro, não poderia ser diferente já que aqui a moeda é outra - o dólar australiano.