Saturday, March 27, 2010
Para todo fim há um novo começo
Um outro legado que a Mimi deixou foi uma fantástica coleção de músicas israelis. Ela literalmente plantou também essa outra paixão por artistas e bandas como Aaron Bensoussan, Arik Einstein, David Broza, Enrico Macias, Eyal Golan, Georges Moustaki, Kaveret, Sarit Hadad, Shlomo Artzi, Ofra Haza e Yehuda Poliker - só para citar alguns.
E a música de hoje é Hatchala Chadasha, de Yehuda Poliker. Três estrofes:
לכל סיום יש התחלה חדשה
ותמיד הפרידה היא קשהלכל סיום יש התחלה חדשה
וכל דרך היא דרך קשהאל תבכי, אל תבכי
Dani, אני אוהב אותך.
לכל סיום יש התחלה חדשה - para todo fim há um novo começo
Dani,
יש לי רק דבר אחד לומר לך
הוא מכל הלב
את הכי טובה בעולם
אני אוהב אותך
Yesh li rak davar echad lomar lach
Hu mikol halev
At hachi tova baolam
Ani ohev otah
Tenho apenas uma coisa para te dizer
É de todo coração
Você é a melhor do mundo
Eu te amo
Hatchala Chadasha, de Yehuda Poliker
Presos, mas... culpados?
Apesar de serem efetivamente os culpados pela morte da filha e enteada Isabella, desde o começo eu defendia que eles não fossem condenados.
Mas por que? Pelo simples fato que a polícia civil e polícia científica fizeram um trabalho patético durante a investigação. A polícia civil deixou de preservar o local do crime e chegou até mesmo a ir fazer "uma boquinha" na geladeira do apartamento durante uma diligência.
A imprensa, ávida por um cadáver de preferência fresco e jovem, não foi diferente: explorou ao máximo o caso. O povo, afinal, não consegue ver um político na cadeia então se contentou com o circo e o pão oferecidos pela imprensa na cobertura.
Eu tenho verdadeira ojeriza pela imprensa quando o assunto é apuração policial. O caso da Escola Base, em 1994, demonstrou o que a imprensa pode fazer: inocentar um culpado ou culpar um inocente.
Na resenha do livro (original em PDF) "Caso Escola base: Os Abusos da Imprensa" (ISBN 8508055080 UPC 9788508055081, editora Ática), José Luís de Freitas escreveu:
Com a leitura atenta, é impossível não perceber a visão turva que os jornalistas passam durante a cobertura do caso, poucos se comprometeram diretamente com o que escreveram, infelizmente não foram capazes de identificar dois dos mais essenciais componentes do tipo de notícia que cotidianamente ilustra os exemplos de abusos da imprensa: a notícia-espetáculo e o denuncismo.
Estão amalgamados, pelo sentimento único, a sede de justiça, e encobertos pela ignorância ou, em outras palavras, com a certeza que o leitor secundário, o Hommer brasileiro, tende a manter a crença de que a imprensa sempre julga os fatos com conhecimento de causa. O desejo de furar a concorrência para conquistar novos anunciantes e vender mais, impossibilita uma cobertura eticamente responsável no curto prazo, com a mínima apuração possível.
A imprensa (como empresa) precisa vender jornais, revistas ou anúncios nos intervalos, e conta com repórteres incompetentes e editores imbecis para produzir matérias mediocres e tendenciosas. E conta ainda com o "Hommer brasileiro" - apelido criado por William Bonner, apresentador e editor-chefe do Jornal Nacional da Rede Globo para designar o telespectador desprovido de conhecimentos técnicos mais amplos e exigente do ponto de vista analítico, para aplaudir quando um cidadão comum sofre nas mãos da justiça, enquanto os bandidões travestidos de políticos ficam impunes.
Por isso defendi que eles fossem inocentados. Não porque não cometeram o crime, mas sim porque nunca poderiam ter um julgamento justo e imparcial.
Posts anteriores:
Quem fala muito dá bom dia a cavalo
Escola Base: Guarde bem esse nome
Leia mais:
De Bonner para Homer, O editor-chefe considera o obtuso pai dos Simpsons como o espectador padrão do Jornal Nacional
Resenha crítica escrita por José Luís de Freitas sobre o livro: Caso Escola Base – Os abusos da imprensa - em PDF (59kb)
Entenda o caso da Escola Base - O Globo Online, 13/11/2006
Escola Base - artigo na Wikipédia
Onze anos do caso escola base - Fazendo média, 30/07/2005
A Ilustração deste post foi retirada do blog Caneta Sem Fronteira
Labels: caso isabella, escola base, imprensa, rua cuba
Papo Geek
Essa é para os "geeks, nerds e freaks", e veio do pio do Yuri, meu colega no UOL:
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Friday, March 26, 2010
Mão estendida
Ainda lembrando do jantar da quarta-feira, o rabino Noach Gansburg perguntou onde eu passaria o Seder de Pessach.
Respondi com toda a sinceridade que passaria provavelmente em casa, com aquela cara de desânimo.
É costume judaico - e uma das mitsvót - convidar um judeu para a primeira noite de Seder.
Vou tentar convencer a Dani a ir comigo para uma das noites de Seder na casa do rabino Noach. E aproveitar mais esta oportunidade que a vida está proporcionando.
Labels: religião
Thursday, March 25, 2010
Trilha sonora
Estou escutando "Bad Day", do R.E.M.
Trilha sonora muito apropriada para os últimos dias:
Shits so thick you could stir it with a stick-free Teflon whitewashed presidency.
[...]
"save my own ass, screw these guys"
[...]
It's been a bad day.
Please don't take a picture.
It's been a bad day.
Please.
Broadcast me a joyful noise unto the times, lord,
Count your blessings.
We're sick of being jerked around.
We all fall down.
Ainda não assimilei muito bem a facada nas costas.
Wednesday, March 24, 2010
Aproveite todas as oportunidades
Hoje o dia foi de cão. Acordei às 4h30 para ir pro hospital. Não parei o dia inteiro. Tinha um jantar marcado para à noite com meu amigo Beto Leon. Queria desmarcar para tentar dormir mais cedo. Acabei confirmando o jantar para tentar sair um pouco de casa e também me livrar da energia péssima dos acontecimentos de ontem.
Fomos jantar na Cantina do Berô - rodízio de pizza kasher. E, em uma daquelas oportunidades "únicas", fui apresentado ao rabino Noach Gansburg (do Centro Novo Horizonte), que me deu uma Matzá para o Seder de Pessach.
Aproveite todas as oportunidades que a vida lhe proporciona. Elas podem ser únicas - ou a única que você terá.
Fotojornalismo
Mais uma foto emplacada na galeria FotoRepórter do portal Estadão.
Explosão de álcool usado para limpeza em padaria fere 3 funcionários e 1 cliente - um deles em estado grave.
Uma ambulância dos bombeiros resgatou dois feridos e uma do SAMU levou a funcionária que ficou gravemente queimada.
No local ainda esteve uma USA - Unidades de Suporte Avançado, com equipe completa incluindo médico e enfermeiro para resgate dos queimados.
Fotos anteriores:
Labels: foto, fotografia, jornalismo
Tuesday, March 23, 2010
Esquecer
Hoje é um dia que eu preferia esquecer.
Ou preferia que nunca tivesse existido.
Ou ainda que nunca tivesse começado.
Mas já que as hipóteses dois e três são impossíveis, fico torcendo para terminar logo antes que a merda fique maior.
Dani em Brasília - semi incomunicável no curso - e o mundo desabando na minha cabeça desde as primeiras horas do dia.
Parece que o caminhão que saiu da pedreira resolveu descarregar justo no meu pé.
Pedras no caminho uma ova! Uma explosão de rocha vulcânica incandescente mesmo...
Monday, March 22, 2010
Punhalada pelas costas
Para um bom entendedor, meia palavra basta...
Ou ainda: uma imagem vale por mil palavras.
Para pensar
Hoje, voltando para casa depois do jantar, estava refletindo que estou ficando escolado no quesito "tropeços". Há algum tempo estou passando por mais um "inferno astral". Claro que é uma tremenda montanha russa - entre estar em coma e sem energia, mas estou me saindo bem. Quer dizer, "bem", já que nenhum momento é igual a outro.
E eu me lembro do poema preferido da Luciana:
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a D'us a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...Fernando Pessoa
Estou passando não por algumas pedras, mas sim por uma verdadeira pedreira. Jogar a toalha? Ainda não.
Escutar mais, falar menos. Uma boa dica!
Sunday, March 21, 2010
A Viagem de Chihiro
Enquanto a Dani está em um chá de bebê da Lili, eu estava revendo o filme "Viagem de Chihiro". E, para variar, curtindo a música Itsumo Nando Demo (Sempre Ao Seu Lado / Always With You / いつも何度でも).
Já publiquei um post sobre a música e o vídeo aqui. O vídeo vai abaixo novamente. Bom divertimento!
O post também está citado no "meus preferidos".
Morte e luto segundo o judaísmo
“Segundo o pensamento judaico, a morte não é o fim, senão o princípio. O Judaísmo considera este mundo um corredor, uma preparação para o Mundo Vindouro. Este mundo futuro não pode ser compreendido plenamente enquanto a mente do homem seguir limitada a seus conceitos físicos. Não obstante, o homem pode supor que, nessa existência, as almas nobres prosperam.
Em consequência, os judeus vêem a morte com tristeza, mas não com aflição. Sentem como uma enorme perda a morte dos seres amados, e se preocupam pelo fato de seus pecados poderem fazê-Ios merecedores de um castigo futuro. Sem dúvida, encontram consolo no fato de que a morte não significa o fim de uma pessoa. Sentem alívio ao pensar que, aqueles que sofrem por causa de uma doença encontrarão a paz.” Extraído do “Guia sobre el enfoque de Ia Torá” de Rabi E. Gevirtz, in “Ner Lehaim”, do Rabino Isaac Dichi, pág. 38
“Porém, quanto mais valorosa uma pessoa, maior a sua perda aos sobreviventes. Quanto mais havia significado para sua família, seus amigos e sua comunidade, mais profunda a dor e mais aguda a angústia.
As observâncias tradicionais judaicas, relativas à morte e ao luto, têm por objetivo prestigiar a pessoa falecida e confortar os enlutados.” Extraído de “O Ser Judeu”, do Rabino Hayim Halevy Donin, pág. 313.
Leia mais: Mirchá e Arvit - Leis do Luto, Chevra Kadisha.
Labels: religião