Sunday, March 21, 2010
Morte e luto segundo o judaísmo
“Segundo o pensamento judaico, a morte não é o fim, senão o princípio. O Judaísmo considera este mundo um corredor, uma preparação para o Mundo Vindouro. Este mundo futuro não pode ser compreendido plenamente enquanto a mente do homem seguir limitada a seus conceitos físicos. Não obstante, o homem pode supor que, nessa existência, as almas nobres prosperam.
Em consequência, os judeus vêem a morte com tristeza, mas não com aflição. Sentem como uma enorme perda a morte dos seres amados, e se preocupam pelo fato de seus pecados poderem fazê-Ios merecedores de um castigo futuro. Sem dúvida, encontram consolo no fato de que a morte não significa o fim de uma pessoa. Sentem alívio ao pensar que, aqueles que sofrem por causa de uma doença encontrarão a paz.” Extraído do “Guia sobre el enfoque de Ia Torá” de Rabi E. Gevirtz, in “Ner Lehaim”, do Rabino Isaac Dichi, pág. 38
“Porém, quanto mais valorosa uma pessoa, maior a sua perda aos sobreviventes. Quanto mais havia significado para sua família, seus amigos e sua comunidade, mais profunda a dor e mais aguda a angústia.
As observâncias tradicionais judaicas, relativas à morte e ao luto, têm por objetivo prestigiar a pessoa falecida e confortar os enlutados.” Extraído de “O Ser Judeu”, do Rabino Hayim Halevy Donin, pág. 313.
Leia mais: Mirchá e Arvit - Leis do Luto, Chevra Kadisha.
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