Saturday, January 28, 2006
Enfiando o pé na jaca
A história está mal contada... a alemã Susanne Osthoff, arqueóloga sequestrada no Iraque, foi libertada no dia 18 de dezembro. Aí o dinheiro - pago aos "sequestradores" - foi encontrado nas suas roupas. Agora ela foi "atropelada" no Bahrein.
Parece que o PT está exportando sua experiência para o velho mundo! A notícia é da Folha de S.Paulo.
Timor Roubocom
A notícia é da revista Exame, da Editora Abril, desta quinzena: sem o estado interferindo e SEM CORRUPÇÃO tudo funciona... Na Somália a telefonia celular tem tarifas compatíveis com a pobreza de sua população.
A semelhança entre a Somália e o Timor: ambos são pobres. A diferença está no fato da Somália não ter governantes corruptos e empresários gananciosos.
Quem sabe daqui uns 500 anos a telefonia celular no Timor seja realmente possível para seus habitantes.
Sem Estado, tudo funciona
EXAME Mais uma prova de que uma menor presença do governo na economia é uma dádiva. Na Somália, onde o setor de telefonia móvel é 100% privado e não há regulação do Estado, o serviço tornou-se o melhor da África. Sem precisar lidar com a burocracia estatal (e males como a corrupção), as operadoras do país têm crescido rapidamente. Melhor ainda: as tarifas são baixíssimas. (Denise Dweck)
Sunday, January 22, 2006
A primeira pessoa que eu conversei quando cheguei no Tremor Leste foi o Paulo. Chegou lá como UNV (escravo branco de tecnologia da ONU, altamente qualificado mas com falta de QI - Quem Indique) e logo foi contratado por uma ONG norte-americana, a IFES (International Foundation for Election Systems). Uma das pessoas mais humildes e mais simpáticas que eu conheci no Tremor. O salário e o "cargo" nunca subiram na cabeça dele - talvez justamente pelo fato de não ser um funcionário da ONU! Foi contratado pela mesma ONG para ir para a Palestina. E foi entrevistado pela simpática Daniela Kresch, correspondente da GloboNews e do Estadão em Israel, que escreve o blog Terra Estranha.
Leia a reportagem completa abaixo ou em PDF aqui. Outras matérias com o Paulo também estão online: ComputerWorld - TI na reconstrução de um país e ComputerWorld - Brasileiro leva TI ao Timor Leste (o texto é o mesmo - apenas a chamada muda), ITWeb - Tecnologia que liberta.
O brasileiro na retaguarda das eleições palestinas
Paulo Siqueira é o responsável pelo registro de eleitores
Daniela Kresch
ESPECIAL PARA O ESTADO
RAMALLAH, CISJORDÂNIA - As eleições legislativas palestinas da quarta-feira, as primeiras em dez anos, terão um toque brasileiro. O mineiro Paulo Sérgio Siqueira, de 49 anos, é o único estrangeiro enviado pela ONU à Comissão Central Eleitoral em Ramallah, na Cisjordânia, para ajudar na organização técnica do pleito.
Especialista em tecnologia da informação, Siqueira já atuou como consultor em diversas eleições, entre elas a do Timor Leste, em 2003. Mas é agora que enfrenta seu maior desafio: coordenar a realização de uma eleição numa das regiões mais conturbadas do planeta. A votação começa, na prática, hoje, quando milhares de policiais vão às urnas. Eles têm três dias para votar livremente para que, na quarta-feira, se concentrem na segurança do restante do eleitorado.
O brasileiro chegou a Ramallah em maio com a incumbência de criar o sistema de registro de eleitores e de candidatos da Autoridade Palestina (AP). Não foi uma tarefa fácil. São mais de 800 candidatos e exatos 1.273.794 eleitores cadastrados (85% dos adultos com direito de voto). Tudo isso em meio ao caos político e à crise de segurança que torna a vida nos territórios palestinos mais do que complicada.
"Os palestinos têm boa formação técnica, mas falta a eles experiência em eleições", conta Siqueira. Segundo ele, não há lugar para vacilos quando se trata de uma votação tão importante, que pode ditar o futuro da AP. Qualquer problema no sistema e a precisão do pleito pode ser contestada - principalmente por candidatos que se sintam prejudicados. O que tem tudo para ser uma festa democrática pode se transformar num evento violento.
"Não me sinto ameaçado em Ramallah. Aqui tem instabilidade política, mas não vejo a violência urbana diária de São Paulo ou do Rio de Janeiro", diz. Apesar da sensação de segurança, o brasileiro admite que já passou por situações, digamos, desagradáveis.
Uma vez, andando pela rua, presenciou um seqüestro à plena luz do dia. Isso sem contar o dia em que militantes mascarados invadiram um centro eleitoral e, com medo, a Comissão Central Eleitoral deu folga compulsória a todos os funcionários. Apesar desses episódios, Siqueira diz que vai continuar na sua missão.