Saturday, October 22, 2005
Hay Gobierno, Soy Contra!!! | |
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A lógica do ilógico... em poucas horas terá início uma das maiores aberrações proporcionadas pelo governo lulista-marxista: o referendo sobre a comercialização das armas. |
O não começou tomando uma lavada: mais de 70% dos eleitores eram favorárveis ao fim do comércio de armas no Brasil. Depois de muito blablabla, finalmente a coisa mudou: 55% dos votos válidos agora irão para deixar a coisa como está para ver como fica.
A vitória do SIM no referendo não iria decretar o "desarmamento" - nem do cidadão nem dos bandidos. O cidadão - entenda-se aquele que já tinha arma em casa - continuaria com ela, enquanto o bandido nunca esteve ameaçado de perdê-la. A propaganda acabou por mostrar isso para a besta do eleitor, que pode ser burro mas não é 100% ignorante: mesmo votando no "sim" nada mudaria. Não haveria melhoria na segurança, apenas mais um direito seria "exterminado".
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O leitor Pedro Paulo Prado disse no jornal O Estado de S.Paulo do dia 21/10: Em dúvida entre o "sim" e o "não"? Lembre-se de queo governo quer que você escolha o "sim"!. E a revista Veja desta semana traz, na página de humor do Millor um pensamento que reflete bem a palhaçada do referendo: Na USP, o estudante de jornalismo matou um colega com uma faca. Vem aí um novo Referendo, pra saber se devemos proibir as universidades, as facas e, é claro, o jornalismo. Depois da tentativa de "controlar" a imprensa patrocinada pelos cumpanheros do PT, não seria impossível pensar nessa opção. |
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Com essa palhaçada toda jogamos fora algo como R$ 270 milhões. Alguns dizem que o valor chega a R$ 500 milhões, outros que nem mesmo serão os R$ 270 milhões. Não importa: mais do cifras, o Brasil precisa de uma polícia menos corrupta, que cumpra seu dever, que é o de investigar (polícia civil) e o de manter a ordem e a segurança (polícia militar). As funções estão definidas, infelizmente o estrelismo (não necessariamente a "estrela do PT") impede que a polícia funcione, emperra a justiça e anima o bandido a cometer o crime com a certeza de ficar impune. Depois de ouvir um coronel da PM de São Paulo, concordo com ele: "não há necessidade de unificar as polícias, mas sim de fazê-las cumprir seu dever". Eu continuo não entendendo qual a razão das polícias civil e militar na cidade de São Paulo terem, cada uma, seu esquadrão "anti-bombas". Ao invés de concentrar verbas para comprar um único robô, por exemplo, sobrará para cada uma verba suficiente para comprar um macaquinho, treiná-lo e torcer para que ele não "se exploda" na primeira besteira. Só espero que as mulas que permitiram a criação e manutenção de dois esquadrões anti-bombas lembrem-se de não usar macacos nativos, pois nossa fauna é protegida (por quem, não se sabe).
A revista Veja desta semana ainda conclama: Depois de brincar de referendo, é hora de falar sério. Mas... falar sério com quem? Se for para seguir a lógica - mesmo que tosca desse referendo, deveríamos fazer um novo, mas dessa vez para tirar governantes e parlamentares que roubam as verbas públicas do Brasil... E isso o Marisco não quer...

