Monday, March 01, 2010
José Mindlin
Sobre a tradição judaica no sepultamento e a simbologia das pedras no túmulo, recomendo a leitura do texto do prof. Sami Goldstein.
PS: Z"L só pode ser usado após 12 meses da morte. Desculpe a minha falha no post original.
Labels: cultura, literatura, livro, memória
Sunday, February 28, 2010
José Mindlin
Hoje pela manhã faleceu José Ephim Mindlin. Nascido em 08 de setembro de 1914, foi o fundador da Metal Leve. Com a globalização, não resistiu e vendeu a empresa para sua concorrente alemã - a Mahle - e passou então a dedicar-se a sua maior paixão: os livros.
Com a morte da sua esposa, Guita, Mindlin passou a cuidar da doação da sua biblioteca, considerada uma das mais importantes da américa latina por conter exemplares raros. Em 2006, doou todo seu acervo para a Universidade de São Paulo, onde ajudou a construir a "Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin".
Todo o acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin está sendo digitalizado através de um robô APT 2400RA BookScan da Kirtas Tec. Segundo a página do projeto de digitalização, o robô foi apelidado de Maria Bonita.
Assista aqui a íntegra do programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, levado ao ar em 25 de Dezembro de 2006 com José Mindlin, apresentado por Paulo Markun
O portal Estadao.com.br - do jornal "O Estado de São Paulo" - publicou um obituário muito bem escrito sobre Mindlin aqui.
Para encerrar o post, cito o pio da Neuza G de Carvalho (@vovoneuza): José Mindlin fechou seu ciclo vital. Escreveu FIM no livro de sua vida. Aos 95 anos. O resto é silencio.
José Ephim Mindlin.
Morre o bibliófilo José Mindlin, em São Paulo
Repórter da Agência BrasilSão Paulo - O bibliófilo José Mindlin morreu em São Paulo na manhã de hoje (28) no Hospital Albert Einstein, onde estava internado há cerca de um mês. Mindlin tinha 95 anos. O corpo está sendo velado no hospital e será enterrado às 15h no Cemitério Israelita da Vila Mariana.
José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo em 8 de setembro de 1914. Advogou até 1950, quando fundou e passou a presidir a empresa Metal Leve S/A. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), era o quinto ocupante da cadeira 29, eleito em 2006, na sucessão de Josué Montello.
Mindlin, que recebeu o Prêmio Juca Pato como Intelectual do Ano de 1998, formou uma das mais importantes bibliotecas privadas do país, com aproximadamente 38 mil títulos. Em maio de 2006, o bibliófilo fez a doação de cerca de 15 mil obras da Biblioteca Brasiliana para a Universidade de São Paulo (USP).
No conjunto doado à universidade, constam obras de literatura, história, sociologia, poesia. Dentre as raridades estão documentos do século 16 com as primeiras impressões que padres jesuítas tiveram do Brasil, jornais anteriores à Independência e manuscritos de grandes obras, como Sagarana, de Guimarães Rosa, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos.
"José Mindlin foi um gigante da cultura brasileira. Como todo grande homem, deixa um grande legado, que é a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, o resultado de uma vida dedicada aos livros, que por sua generosidade hoje é um patrimônio de todos os brasileiros.", disse, em nota, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
PS: Z"L só pode ser usado após 12 meses da morte. Desculpe a minha falha no post original.
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Wednesday, March 12, 2008
Golpe Virtual
Pela primeira vez em anos eu recebi um phishing fazendo-se passar pelo meu banco. Quem espera sempre alcança - no meu caso, bastou esperar alguns anos para receber um email falso!
Phishing and Countermeasures: Understanding Increasing Electronic, ISBN 978-0471782452 - disponível na Amazon.com.
Labels: banco, email, estelionato, finance, fraude, golpe online, golpe virtual, literatura, livro, mercado financeiro, online banking, phishing, picareta, pilantra, scam, spam, tecnologia
Tuesday, March 11, 2008
Rabino Dedos Leves
Nosso amado rabino Henry "Dedos Leves" Sobel lançou mais um de seus petardos: confessou que é adepto do pegar-sem-pagar há anos - mais precisamente desde 1985.
É o que ele conta em seu livro "Um Homem. Um Ladrão. Um Rabino" [Submarino] [Estante Virtual] que é dedos leves e que já foi "quase preso" em 1985: "Tenho de admitir publicamente que o caso de Palm Beach teve um antecedente. Em 1985, na mesma cidade da Flórida, no mesmo centro comercial, apanhei uma gravata e saí sem pagar. Fui barrado por um segurança na porta, paguei a gravata e não houve conseqüências -nem fotografias".
Meu primo - um judeu desgarrado, diga-se de passagem - encarnou Nostradamus e lança sua quadra: Interessante notar que a editora deste futuro best seller é a Ediouro, a mesma dos famosos coquetéis... e dos caça-palavras... Quem sabe, a partir deste livro, surja o caça-gravatas do rabino, consistindo em descobrir em meio de uma centena de gravatas quais são as de grife que o rabino "levaria"....
Minha ex-namorada - a quem eu chamava de "minha religiosazinha" por ser filha de uma tradicional família da comunidade - já dizia que ele não valia nada, e que a comunidade só tolerava suas atitudes porque ele era um porta-voz influente. Menina sabida!!! Outra de suas histórias conta que nas festas da comunidade ele insistia em sair beijando as mulheres - o que ela não admitia por ser tradicionalista. E em mais de uma ocasião virou o rosto, evitando ser beijada por ele.
No não muito distante ano 2000, a diretoria da Congregação Israelita Paulista (CIP) tentou defenestrá-lo do cargo de "presidente do rabinato". Ele chegou a ser afastado, mas quando apresentou a conta da "demissão" foi reconduzido ao cargo, e a diretoria caiu. O fato está narrado na revista Época.
Mário Adler - então diretor da CIP - infelizmente caiu. Mas anos depois quem caiu foi o português Henry Sobel, com seu sotaque tão criticado. Lembrando que ele vive há mais de 30 anos no Brasil. Já estava na hora de acabar, não estava?
Labels: cip, literatura, livro, rabino
Wednesday, September 12, 2007
Como vender seu estoque em 10 minutos
No programa do Jô de hoje ele entrevistou Jorge J. Okubaro, escritor do livro O Súdito: (Banzai, Massateru).
Como eu queria saber mais sobre a seita japonesa que assassinava quem ousasse admitir que o Japão havia perdido a guerra - chamada de Shindo Renmei ("liga do caminho dos súditos"), acabei caindo na página sobre a imigração japonesa no Brasil, e vi que a bibliografia estava desatualizada. Olhei no Submarino e o livro estava disponível, por R$ 62,00.
Enquanto escrevia e revisava a entrada na Wikipédia, todos os livros foram vendidos. Em aproximadamente dez minutos.
Uma outra dica de um bom livro sobre a imigração japonesa e a Shindo Renmei é o escrito por Fernando Morais chamado Corações Sujos.
Labels: cultura, Japão, literatura, livro
Monday, October 28, 2002
Eu não recebi nada do que pedi...
Mas eu recebi tudo de que precisava
Com o fim de mais uma eleição para governador, eu lembrei do Mário Covas e da sua doença. Eu tive o prazer de algumas vezes almoçar com ele no restaurante do Palácio, onde ele gostava de aparecer às quartas-feiras, para comer a feijoada.
Durante uma entrevista concedida do Instituto do Coração (InCor) no dia 30 de novembro de 2000, Mário Covas leu uma mensagem que lhe fora entregue por uma eleitora, cujo marido também estava internado no InCor. Era uma fábula de autor desconhecido, adaptada pela professora Mary Lourdes Machado Barbosa. Até hoje eu lembro de um comentário que eu ouvi no prédio da Folha, entre um repórter-fotográfico e uma redatora: "todos os jornalistas choraram durante a entrevista - mesmo aqueles que não gostavam dele (Mário Covas)". Isso mostra que, mesmo sendo frios e até mesmo contra o governo, existe um certo toque de "humanidade" em um jornalista.
"Amigos
Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por vária horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta, então, saiu facilmente.
Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é, justamente, o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, nos deixaria aleijados. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.
Eu pedi forças... e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte. Eu pedi sabedoria... e Deus deu-me problemas para resolver.
Eu pedi prosperidade... e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem... e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores... e Deus deu-me oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi... mas eu recebi tudo de que precisava."
Fábula, de autoria desconhecida, lida pelo governador Mário Covas Neto durante entrevista coletiva concedida no Instituto do Coração em 30 de novembro de 2000.(leia mais aqui)
Labels: filosofia de vida, literatura
